Câncer de garganta: diagnóstico precoce eleva chances de cura

Publicado por: Redação
23/11/2022 07:33 PM
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Cortesia Editorial Pexels/iStock
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Por: Rosângela Dias

 

O câncer de garganta, ou laringe, é um dos mais comuns na região da cabeça e pescoço. De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), aproximadamente 25% dos tumores malignos diagnosticados nesta região são localizados na área onde ficam as pregas vocais, responsáveis pela produção da voz.

 

As lesões são mais comuns entre homens acima de 40 anos, que representaram quase 85% dos novos casos identificados em 2020, também segundo dados do INCA. O médico assistente do serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital do Servidor Público (HSPM), Dr. Bruno Monazzi, ressalta que os casos vêm crescendo entre as mulheres nas últimas duas décadas por conta do aumento do consumo frequente de cigarro e álcool.

 

“O consumo de tabaco, em qualquer forma e quantidade, é o principal fator de risco. Quanto mais tempo e maior quantidade acumulada, mais rapidamente pode surgir um câncer, podendo antecipar o surgimento dos 70 para os 40 anos de idade”, ressaltou o cirurgião.

 

A mudança na voz é um dos sinais de alerta, que também inclui rouquidão por mais de três semanas, dificuldade para engolir, dor para se alimentar, falta de ar progressiva, surgimento de nódulos palpáveis no pescoço e tosse com sangue.

 

Tratamento

O especialista detalha que, quando detectada nos estágios 1 e 2, a doença tem maior probabilidade de cura. Nos estágios 3 e 4, os sintomas tem maior impacto na vida do paciente e o tratamento é mais demorado e difícil, demandando a combinação de cirurgia a radioterapia. Quando diagnosticado em estágio final, as chances de cura são praticamente nulas, sendo possíveis apenas medidas de suporte e melhoria da qualidade de vida do paciente.

 

Por isso, além de evitar o tabagismo e reduzir o consumo de bebidas alcoólicas, é fundamental procurar auxílio de especialista caso note algum alteração na região da garanta. “Consultas com médico e exame de laringoscopia podem tratar lesões pré-cancerígenas, removendo-as antes de virar um câncer”, reforçou o Dr. Bruno Monazzi.

 

Fonte: PMSP

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